Fonte: http://www.cosmeticosbr.com.br/
Nacional - 14/01/2009
Mesmo com a desaceleração da economia no segundo semestre do ano, a Abihpec - Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos - estima que o faturamento do setor em 2008 chegue a R$ 21,2 bilhões e registre um aumento de 8,6% em relação ao ano anterior. No acumulado de janeiro a agosto, a indústria teve alta de 8,3%, atingindo R$ 13 bilhões. A confirmação dessas estimativas deverá ser confirmado em abril, quando a Abihpec terá os resultados completos do ano, do setor.
“Crescemos em menor escala, mas ainda assim, acima da média de outras indústrias”, afirma João Carlos Basilio, presidente da Abihpec. Segundo ele, uma das principais razões para o crescimento menos acentuado que anos anteriores - que, desde 1996, oscilou em cerca de 11% - foi a implantação da substituição tributária, em especial no estado de São Paulo. Essa medida causou também a queda do índice de geração de novos empregos, que sempre esteve acima dos 8%, para cerca de 3%.
Mesmo com os bons resultados, Basilio avalia que as exportações do setor ainda têm muito espaço para expandir. “O Brasil movimenta o equivalente a US$ 25 bilhões em produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos no mercado interno. Pelo tamanho do setor, as exportações ainda podem avançar muito, em especial neste momento de fragilidade nas economias norte-americana e européia”, diz Basilio. Ele acredita que este é o momento ideal para que as empresas brasileiras aumentem sua competitividade no mercado internacional, já que os consumidores do primeiro mundo vão precisar de produtos de alta qualidade a preços acessíveis. Embora afirme que é cedo para avaliar, Basilio não observou consequências negativas da crise global para o setor, uma vez que as empresas não dependem da facilidade de crédito para que o consumidor brasileiro adquira seus produtos. Segundo ele, os consumidores podem compensar a perda momentânea no setor de HPPC. “Crise e oportunidade são dois lados de uma mesma moeda”, afirma.
O Brasil dá mostras positivas em relação à crise global, não apenas neste setor. Segundo balanço apresentado pela Abiquim - Associação Brasileira da Indústria Química -, atualmente, o setor de HPPC é o único do complexo químico (que inclui as indústrias de produtos de limpeza, farmacêuticos, tintas e fertilizantes, entre outros) a apresentar superávit em sua balança comercial. Estima-se que o setor encerre o ano com exportações no valor de US$ 650 milhões versus US$ 450 em importações, resultando em uma balança comercial positiva de US$ 200 milhões.
De acordo com relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE -, o cenário econômico para o Brasil continua mais positivo do que para os países ricos e outras grandes economias emergentes, como China, Índia e Rússia. Na avaliação da OCDE, o Brasil é o único dos 35 países analisados no novo Indicador Composto Avançado que não deverá registrar forte desaceleração econômica nos próximos seis meses. Apesar disso, o Indicador Composto Avançado em relação ao Brasil caiu 1,1 ponto em novembro na comparação com os dados do mês anterior e está 2,9 pontos abaixo do nível registrado há um ano.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
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