
A Dow Chemical fechou um acordo preliminar para concluir a disputa pela compra da Rohm & Haas por cerca de US$ 15 bilhões.
As duas empresas combinadas vão eliminar mais empregos do que haviam planejado e congelarão os salários neste ano.
Os acionistas da Rohm & Haas ainda vão receber US$ 78 por ação, mas nem tudo será em dinheiro, uma concessão que permite a Dow economizar bilhões de dólares, caso o acordo fosse mantido nos termos originais.
Os dois maiores acionistas da Rohm & Haas, o truste da família Haas e a Paulson & Co, terão US$ 2,5 bilhões em fatia de ações preferenciais da Dow. Além disso, a família Haas poderá fazer um investimento adicional de US$ 500 milhões em opções.
A revisão do acordo de compra elimina a disputa pela qual a Rohm & Haas entrou na Justiça contra a Dow para que o negócio fosse concluído. A fabricante química poderá usar esses fundos para conclusão da operação de compra em vez de sacar dinheiro de um empréstimo-ponte já existente.
A Dow ainda planeja contrair um empréstimo de US$ 10 bilhões para fechar toda a operação. Outros acionistas da Rohm & Haas vão receber US$ 78 por ação - US$ 63 em dinheiro e US$ 15 em ações preferenciais da Dow.
A Dow anunciou o acordo para compra da Rohm & Haas, uma fabricante de especialidades químicas, em meados de 2008, mas desde então a recessão econômica principalmente nos Estados Unidos afetou severamente seus negócios. No fim do ano passado, uma empresa do Kuait cancelou uma joint venture com a Dow na qual a empresa americana esperava obter mais de US$ 7 bilhões em dinheiro. A empresa também cortou seus dividendos pela primeira vez para preservar o caixa.
O principal executivo da Dow, Andrew Liveris, disse que a empresa cortará 3,5 mil novos empregos além dos 6 mil postos já anunciados anteriormente. A Dow disse que se completasse os termos da aquisição nos moldes originais neste cenário econômico seria desastroso.
O novo acordo deve ser finalizado até o dia 1º de abril. "A Dow tomou o tempo e os passos necessários para fechar a transação em termos financeiros substancialmente melhores para a companhia, a despeito da continuação das incertezas econômica e financeiras que o mundo enfrenta", disse Liveris. "Os benefícios estratégicos da aquisição nunca foram questionados; só o caminho para completar o acordo."
Fonte: Gazeta Mercantil
Internacional - 10/03/2009

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