A indústria cosmética poderá passar imune às turbulências econômicas. “A previsão para 2009 é um crescimento real de aproximadamente 5% ou 6%”, afirma João Carlos Basilio da Silva, presidente da Abihpec. Segundo ele, esse cenário futuro depende de alguns condicionantes: inflação num teto de 5%, dólar abaixo de R$ 2,30, superávit comercial em torno de US$ 14 bilhões, investimento estrangeiro de cerca de US$ 25 bilhões, desemprego na casa de um dígito e produção industrial por volta de 1,5%. “Se estes fatores forem confirmados, o segmento deverá crescer mais do que a produção industrial no Brasil. Todos nós sofremos com as conseqüências da crise, mas o nosso setor não depende de crédito e sim de renda, por isso a previsão otimista”.Basílio destaca que diversas medidas foram tomadas para evitar a perda de renda dos brasileiros, principalmente das pessoas das camadas mais baixas, como o aumento do salário mínimo concedido pelo governo federal para proteger o poder aquisitivo da população, e no governo de São Paulo, em que governador de São Paulo, José Serra, tomou a mesma providência em relação aos salários no poder público. “Desta forma, não há comprometimento da renda por causa da situação econômica. Além disso, hábitos já adquiridos, como cuidar da pele, dos cabelos e do corpo, em geral, dificilmente são abandonados e as pessoas passam ainda a adquirir outros hábitos”, afirma o presidente da Abihpec.
Outro dado é em relação ao aumento da expectativa de vida dos brasileiros e ao crescimento dos lares chefiados por mulheres, que são cada vez mais presentes na população economicamente ativa. “Um dado interessante é que as mulheres brasileiras são muito vaidosas e gostam de se cuidar, principalmente quando o assunto é o cabelo”, afirma. Além disso, atualmente é possível encontrar no mercado produtos de qualidade a preços acessíveis, diferentemente do que ocorria há algum tempo. “Há dez anos, para se comprar um protetor solar era preciso usar cartão de crédito e hoje já dá para pagar com dinheiro”, completa. E, se por um lado, a brasileira gosta de comprar produtos para os cabelos, por outro, ainda não incorporou completamente o hábito de cuidar e hidratar a pele, o que ocorre com as européias por causa do frio extremo. “O segmento ainda tem muito que crescer e avançar no Brasil. São estes fenômenos que fazem com que a perspectiva do setor seja otimista”, finaliza Basilio.
- Fonte: H&C

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