
A economia brasileira crescerá este ano – ainda que pouco – uma vez que o pior da crise financeira global já passou. É o que diz a Carta de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada hoje, em Brasília.
O instituto prevê que a economia crescerá 2% este ano, com intervalo de 0,5 ponto percentual para cima ou para baixo. "Este resultado é reflexo de uma trajetória de recuperação ao longo do ano, em que o PIB cresceria a taxas mais expressivas a partir do segundo semestre", diz um trecho do documento.
As projeções para o crescimento brasileiro estão baseadas em fatores como o aumento dos investimentos referentes às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o lançamento do programa habitacional do governo, o aumento da renda disponível devido à criação de novas alíquotas do Imposto de Renda Pessoa Física e a mais 1,3 milhão de famílias beneficiadas no programa Bolsa Família.
O Ipea ainda prevê que o déficit em transações correntes ficará entre US$ 25 bilhões e US$ 18 bilhões e que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá ficar entre 3,7% e 4,7% – um pouco abaixo da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano.
As próximas Cartas de Conjuntura serão divulgadas em junho, setembro e dezembro.

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