segunda-feira, 18 de maio de 2009

IPI menor garante vendas da Rhodia

São Paulo, 5 de Maio de 2009 - Com 13% de seu faturamento no Brasil proveniente do segmento de plásticos de engenharia, no qual o grande foco é a indústria automobilística, a Rhodia afirma que desde novembro vem sofrendo com a desaceleração do setor. O presidente da companhia, Marcos Demarchi, porém, afirma que o movimento do primeiro trimestre empatou com o resultado dos últimos três meses de 2008. "Mas enquanto no ano passado tivemos uma queda, neste ano estamos em recuperação, o que no final dá um empate", afirma.

A Rhodia tem uma capacidade de produção de 50 mil toneladas de produtos nesta área por ano, e 11% disso para exportação. O restante fica no mercado brasileiro. Ao todo, a capacidade de produção de poliamidas da companhia chega a 90 mil toneladas/ano. "Projeções agora só de quinze em quinze dias, porque é difícil fazer qualquer estimativa de longo prazo", afirma o diretor da Rhodia Plásticos de Engenharia e Polímeros América Latina, Francisco Weffort.Segundo os executivos, a redução de IPI deu um suporte para manter as vendas no primeiro trimestre e deve permanecer no segundo. O efeito ainda não é sentido nos pedidos do segmento de linha branca.

"No ano passado, chegamos a 105% de nossa capacidade e a partir da crise ficamos em 80%, e devemos continuar nesse patamar nos próximos dois meses", diz Demarchi. Enquanto isso, em regiões como América do Norte e Europa a capacidade não sai de 60%."Brasil e Ásia, certamente, estão saindo da crise um pouco antes de Europa e Estados Unidos. Se isso será sustentável ainda não sabemos".Algumas áreas da Rhodia não foram tão afetadas como têxtil, acetato para filtros de cigarros e produtos químicos voltados para cuidados pessoais.

Do total do faturamento de ? 4,8 bilhões da Rhodia em todo o mundo, o Brasil responde hoje por US$ 1,2 bilhão (precisa converter tudo para a mesma moeda viu). Hoje deste total, a subsidiária local exporta cerca de 30%.O foco do trabalho de plásticos de engenharia, que estão sendo mostrados durante a 12ª Brasilplast, feira do setor de plásticos, em São Paulo, são os produtos que podem tornar os carros cada vez mais leves. "Nosso objetivo é substituir o metal, reduzindo assim o peso e, consequentemente, o consumo de combustível e a emissão de poluentes", afirma Weffort.

Um dos exemplos disso é o novo bico de injeção eletrônica de combustível, o Technyl A 118 V33 LP. Substituindo o aço no revestimento exterior, o produto reduziu em 30% o peso dessa peça, permitindo ganhos ambientais, reduzindo em 18% a emissão de hidrocarbonetos. A Brasilplast, quinta maior feira do setor no mundo, é considerada a grande vitrine da indústria brasileira do plástico, uma vez que 20% do movimento da indústria no ano está relacionado ao evento. Cerca de 75% dela apresenta novidades do setor de máquinas, um dos mais afetados pela falta de crédito. Mas, segundo Wilson Carnevalli, da Abimaq, a queda "não foi tão grande quanto se esperava".

(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 5)(Anna Lucia França)

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