quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Mercado de cosméticos verdes deve faturar US$ 10 bilhões em 2010.

Os cosméticos verdes estão em alta. De categoria nicho no mundo, cada vez mais eles se configuram como um segmento de mercado de beleza específico e mais destacado. E um mercado dos grandes: dados do Organic Monitor, instituto inglês de pesquisa e consultoria, dão conta de que as vendas nesse mercado crescem a velocidade de US$ 1 bilhão por ano e, atualmente, já batem na casa dos US$ 7 bilhões. A liderança no consumo é dos Estados Unidos, responsável por uma fatia de US$ 4,5 bilhões desse total. E a projeção do Organic Monitor é de que esse mercado evolua mundialmente para US$ 10 bilhões em 2010. Este mercado tem evoluído bastante nos últimos anos em função de algumas características marcantes observadas ao longo da população mundial, tais como o aumento da demanda por saúde e bem-estar, o crescimento das alergias entre as pessoas, e a preocupação com o grande número de produtos químicos aos quais elas estão expostas no dia-a-dia – mais de 170, de acordo com as estimativas de alguns especialistas. Mas há também quem acredite que o estouro dos cosméticos naturais e orgânicos ainda não pode ser considerado uma tendência consolidada.

Um relatório recente sobre esse mercado, realizado pelo TABS Group, outra empresa de pesquisa de mercado internacionalmente reconhecida, diz que há uma diferença expressiva entre o boom nas vendas desses itens e a realidade de compra observada entre os consumidores. “Menos de 40% do público adulto analisado pelo estudo comprou itens com esses apelos nos seis meses que o antecederam. O estudo revelou que os produtos orgânicos para skincare têm uma taxa de compra de apenas 5%, enquanto a de haircare é ainda menor: 4%. Ou seja, o mercado está crescendo, mas ainda não está definitivamente consolidado”, revela Kurt Jetta, presidente do instituto. Porém, pedindo desculpas antecipadas ao executivo do TABS Group, considerando-se o tamanho do mercado mundial de cosméticos, tais cifras não são nada desprezíveis.

A França, reconhecida como um dos maiores mercados do mundo para os produtos de beleza, é uma das mais expressivas referências para o crescimento dos orgânicos, que surgem como alternativa de produtos mais relacionados à questão da saúde naquele país. E, é claro, essa tendência não está passando em brancas nuvens na visão das grandes multinacionais locais. Por exemplo, a gigante L’Oréal adquiriu recentemente o laboratório francês Sanoflore, um dos pioneiros na fabricação de cosméticos orgânicos certificados pelo Ecocert. Outra que está fazendo grande sucesso na França é a brasileira Natura, onde vende produtos com claims repletos de naturalidade e organicidade, como itens para banho, corpo e cabelos, além de fragrâncias, por meio de sua loja própria na capital francesa e de seu site na internet. No Brasil, a movimentação dos cosméticos naturais e orgânicos também é intensa.

(Fonte: Associação Brasileira de Cosmetologia, 22 de janeiro de 2010)

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