segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Grupo Boticário vai lançar segunda marca

O Grupo Boticário vai ter uma nova marca, Eudora, que deverá começar a ser vendida por catálogos até o fim de março. Os produtos já começaram a ser feitos na fábrica de São José dos Pinhais (PR), de onde saem também os itens da marca O Boticário, e vão usar o centro de distribuição da empresa localizado em Registro (SP).

A marca Eudora, que terá atuação nacional, é parte do segredo que vinha sendo mantido pelo Boticário nos últimos meses. Com ela, o grupo estreia em venda porta a porta, algo esperado pelo mercado desde o fim de 2009, quando os sócios da empresa, Miguel Krigsner e Artur Grynbaum, criaram a GKDS, para buscar oportunidades de negócios.

No comando da GKDS, que tem sede em São Paulo, estava Claudio Oporto, ex-executivo da Natura. O Valor apurou que agora ele deixará a posição para assumir o cargo de diretor de marketing e vendas da Eudora, que passa a ser uma unidade de negócios do grupo e também vai atuar em perfumaria e cosméticos. A GKDS continua a existir, com a função de identificar outras possibilidades de atuação.

Consultado sobre o assunto, Grynbaum, que é presidente do grupo, não deu detalhes sobre a operação, mas informou, por meio da assessoria, que vai atender outro perfil de consumidor em um novo canal de vendas. "Eudora vem para ocupar um espaço que ainda não exploramos", disse, em nota. "A formação do Grupo Boticário nos possibilitou dar passos mais firmes e ousados para nos consolidarmos em um mercado em que já atuamos fortemente com a marca O Boticário." O catálogo da Eudora terá apenas produtos da marca e, no primeiro momento, só cosméticos, mas não está descartada a entrada de outros itens no futuro. Em outra frente, o piloto de venda direta iniciado em setembro com a marca O Boticário deve continuar em cidades do interior de São Paulo e do Nordeste.
Leia mais em www.valoronline.com.br (publicada em 24/01/2011)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Lubrizol lança novo polímero de grau alimentício

A Noveon Consumer Specialties, divisão da Lubrizol, apresenta ao mercado o novo polímero Carbopol Aqua SF-2, modificador reológico desenvolvido para sistemas tensoativos de alta claridade em baixo pH (faixa de 4 a 6) para uso de conservantes de grau alimentício. De acordo com a empresa, agora os formuladores podem apresentar fórmulas com suspensão de microesferas coloridas, pérolas cintilantes e esfoliantes enquanto atendem apelos como “sem parabeno”, “sem formaldeído”, “sem conservantes” e até “pH natural da pele”. O novo polímero é indicado para xampus e sabonetes líquidos transparentes e perolados, esfoliantes com microesferas suspensas, produtos de limpeza facial antiacne com ácido salicílico e outras aplicações.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

SETOR CALÇADISTA RETOMA CRESCIMENTO E ATINGE RECORDE DE VENDAS EM 2010

"Nem a desvalorização cambial, nem a concorrência asiática, impediram a recuperação do setor calçadista brasileiro no ano passado: impulsionadas pelo aquecido mercado interno, as vendas de sapatos registraram em 2010 o melhor resultado da década, e contribuíram para a retomada do crescimento do ramo, segundo levantamento das associações que representam as indústrias e o varejo.

Ao longo do ano passado, o comércio brasileiro vendeu 744 milhões de pares de calçados, um crescimento de 6% em relação a 2009, quando 702 milhões foram comercializados.

Em 2008, ano marcado pela crise financeira mundial, o consumo subiu, mas em menor proporção: 3%, com 669 milhões de pares vendidos. Em 2010, em termos de valores, o setor contabilizou a venda de R$ 37,7 bilhões, contra R$ 33,5 bilhões em 2009 – avanço de 12,5%.

Os números fechados de 2010 pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados) e pela Associação Brasileira de Lojistas de Artefatos e Calçados (Ablac) devem ser apresentados nesta semana, em São Paulo, durante a 38ª Feira Internacional de Calçados, Artigos Esportivos e Artefatos de Couro (Couromoda)..." (Fonte: Varejista - 17/01/2011)

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Chinesa Bluestar compra ativos da norueguesa Elkem por US$ 2 bilhões

SÃO PAULO - A chinesa do setor químico Bluestar vai ficar com ativos da Elkem por US$ 2 bilhões, anunciou o grupo Orkla, controlador da companhia norueguesa. A transação envolve a Elkem Silicon Materials, Elkem Foundry Products, Elkem Carbon e Elkem Solar.

A previsão é de que o negócio seja concluído até o fim deste semestre, após aprovação de autoridades chinesas e norueguesas. A Orkla observou que vai continuar dona das ações na Elkem Energi AS.

“Todas as áreas de atuação da Elkem são importantes no plano de expansão da economia chinesa e vão ajudar o país a alcançar suas metas climáticas globais”, manifestou a Orkla em nota. A operação não deve gerar mudanças drásticas na estrutura operacional da companhia norueguesa.

O comunicado destaca que, com a compra, a Bluestar, com 80% em poder da estatal chinesa ChemChina e 20% com a empresa americana de private equity Blackstone Group, se tornará mais competitiva na indústria de silício e vai fortalecer sua presença em mercados adjacentes.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Para faturar mais, Niely ampliará fábrica

Ao todo, a fabricante de tinturas e produtos para cabelos injetará R$ 50 milhões para aumentar uma de suas fábricas em Nova Iguaçu (RJ), em um terreno de 530 mil metros quadrados. Com a nova estrutura, a Niely pretende alcançar o faturamento de R$ 1 bilhão até 2015.

A empresa tem duas fábricas em Nova Iguaçu. A de cosméticos, com instalações de 20 mil metros quadrados, e a de embalagens, com parque de 5 mil metros quadrados. "Também acabamos de inaugurar, em setembro de 2010, o depósito de expedição com 20 mil metros quadrados. O investimento foi de R$ 20 milhões”, conta Daniel de Jesus, presidente da empresa.

Hoje, a Niely é líder na venda de coloração com Cor & Ton, de acordo com dados da Nielsen (set/out 2010). No ano passado, a marca faturou R$ 150 milhões. "Com todas as linhas, temos crescido anualmente cerca de 20% nos últimos anos. Estamos em um bom momento porque o mercado nacional está comprador", diz Jesus. O Grupo Niely começou em maio de 1981 como fabricante de produtos químicos para limpeza industrial. Os cosméticos surgiram em 1986, já com o nome Niely, e mudaram o perfil da empresa. (Fonte: Supermercado Moderno - 07/01/2011)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

ATÉ 2014, 60% DOS BRASILEIROS SERÃO DA CLASSE C

Três em cada cinco brasileiros serão da classe C, grupo com renda familiar entre quatro e dez salários mínimos – a classificação muda conforme a metodologia –, até 2014. Essa nova classe média registra a maior expansão da pirâmide social brasileira. Enquanto isso, a classe A permanece estagnada e a B em crescimento moderado.

Segundo levantamento da consultoria Data Popular, além de maioria absoluta na população, o crescimento da classe C resultará na quase extinção da classe E. "Já ficou claro até aqui que as empresas que ignorarem a nova classe média não sobreviverão", reforça Renato Meirelles, diretor da Data Popular.

Hoje, a classe C movimenta R$ 881,2 bilhões por ano somando-se salários, benefícios e crédito. Entre 2003 e 2009, os rendimentos individuais do brasileiro cresceram, em média, 3,8% ao ano. No mesmo período, os mais pobres tiveram alta de renda duas vezes maior do que a média. As classes de menor poder aquisitivo também aumentaram o tempo de estudo em 5,19%, enquanto o número de anos dedicados à educação cresceu menos de 1% entre os mais ricos.

Paralelamente, as horas de trabalho dos integrantes das classes C e D diminuíram, o que mostra que os brasileiros da base da pirâmide estão ganhando mais sem ampliar a carga horária de trabalho. Isso significa que o índice de emprego e a qualificação melhoraram. Se a classe C recebeu nos últimos anos o reforço de mais de 30 milhões de consumidores, a classe B receberá, até o final de 2012, mais seis milhões de integrantes. Para o economista chefe da consultoria Ativa, o número reforça a percepção de que o País terá uma classe média mais refinada em termos de consumo. Segundo ele, o crescimento médio da renda fará com que, dentro de cinco anos, a classe C tenha o mesmo padrão de consumo da classe B de 2008. (Fonte: Supermercado Moderno - 03/01/2011)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

RENDA MAIOR E VAIDADE SUSTENTAM ALTA NO SEGMENTO

Mais marcas, mais lançamentos e novos consumidores na praça. O setor de higiene, beleza e cosméticos vendeu volumes maiores neste ano, com destaque àqueles itens com valor agregado maior - e isso deve levar o setor a atingir um crescimento real de até 12% na receita líquida (livre de impostos) em 2010. Análise inicial da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) apontava para uma expansão entre 10% a 12% (taxa deflacionada) na receita do segmento. Agora, empresas e entidades do setor acreditam que o crescimento deve ficar próximo ao teto esperado para o ano.

Numa análise de resultados de grandes companhias do setor, os dados podem ser até mais animadores. De janeiro a setembro, a Natura cresceu 22,5% em receita e fez 75 lançamentos. A Hypermarcas teve um crescimento orgânico (sem incluir aquisições) de 29% de janeiro a setembro nas áreas de higiene pessoal e beleza. O Boticário lançou 402 produtos em 2010 e espera ampliar a receita em 25% no ano.

Para a Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC), o índice de crescimento deve ser pouco superior a 10%. A Abihpec espera que o próximo ano mantenha, pelo menos, a taxa anual de 10,5%, a mesma verificada na média dos últimos 14 anos. Em 2009, o segmento atingiu vendas líquidas de R$ 24,9 bilhões após crescer 9,8% (taxa deflacionada). Ao se considerar a inflação, a expansão foi de quase 15%.

Leia mais em http://www.valoronline.com.br/ (publicada em 29/12/2010)