quarta-feira, 23 de março de 2011

Tigre eleva capacidade de produção e lucro sobe 23%

O aquecimento da demanda por materiais de construção no varejo trouxe impulso aos negócios da fabricante de tubos e conexões em PVC Tigre, cujo lucro cresceu 23,3% em 2010.

A empresa acumulou lucro líquido de R$ 165 milhões no ano passado, enquanto seu faturamento líquido somou R$ 2,1 bilhões, com alta de 18%. "Aproveitamos o momento favorável do setor de construção", afirmou, ao Valor, o presidente da Tigre, Evaldo Dreher. "Não veio de uma base baixa em 2009, pois mantivemos os resultados naquele ano", completou o executivo. Em 2009, o lucro líquido totalizava R$ 134 milhões.

Dreher destaca que todos os segmentos onde a companhia atua (predial, indústria, construtoras e irrigação) apresentaram bom desempenho. Para acompanhar a demanda, os investimentos da Tigre no ano passado somaram R$ 217 milhões, direcionados para lançamentos de cerca de 300 produtos, aumento da capacidade das unidades já existentes - em 25% - e marketing. Cerca de 700 funcionários foram contratados.

O ano de 2011 tende a ser marcado por alguns desafios, como a elevação dos custos das matérias-primas e o arrefecimento do consumo no país. "É uma preocupação, mas janeiro já mostrou um avanço dos volumes de vendas", ponderou o executivo. Neste ano, a empresa prevê um crescimento de 10% no faturamento frente a 2010. Os desembolsos, por sua vez, devem totalizar R$ 250 milhões.

Oportunidades em novos países, onde a Tigre ainda não atua, também estão sendo analisadas. A empresa tem 12 fábricas no exterior, e segundo Dreher, a entrada em novos mercados deve se dar via aquisições. Países da América Latina e a África estão em seu radar.
Fonte:www.valoronline.com.br (publicada em 23/03/2011)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Lucro líquido da Alpargatas cresce 14% no trimestre e 147% no ano

O lucro líquido da Alpargatas somou R$ 69,48 milhões no último trimestre de 2010, um aumento de 14% com relação ao mesmo período de 2009. A empresa vendeu, no trimestre, 52,9 milhões de sandálias Havaianas e Dupé.

A receita líquida com as vendas ficou em R$ 618,57 milhões,14% mais alta na mesma base de comparação.O resultado operacional medido pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 2%, para R$ 87,8 milhões, na comparação com o último trimestre de 2009.Em todo o ano de 2010, o lucro líquido aumentou 147%, para R$ 303,1 milhões, o maior da história da companhia. A receita líquida atingiu R$ 2,24 bilhões, valor 16,2% maior do que em 2009. A margem Ebitda passou de 15% para 18%.

Ao longo do ano passado, a Alpargatas vendeu 244 milhões de pares de calçados, peças de vestuário e acessórios, no Brasil e no exterior, volume 11,5% superior ao do ano anterior.

Fonte: www.valoronline.com.br (publicada em 18/03/2011)

segunda-feira, 14 de março de 2011

P&G quer disputar 10 novos mercados no Brasil até 2015

Um projeto mais agressivo de expansão da Procter & Gamble no mundo foi apresentado para um grupo de analistas estrangeiros há cerca de 15 dias - e o Brasil está incluído nessa nova análise. Num encontro fechado, ocorrido na cidade de Boca Raton, na Flórida, EUA, a companhia elevou o número de segmentos em que pretende atuar nos países emergentes até 2015. Essa soma passou de 19 para 24 categorias, e deve incluir segmentos em que estão as "global billion brands" da P&G - linhas de produtos que vendem mais de US$ 1 bilhão ao ano no mundo.

A companhia é fabricante do Pantene, Ariel, Always e Gillete, num total de 300 marcas.
Dos mais de 180 países onde a companhia atua, ela mencionou no relatório apenas 12 países, e entre eles o Brasil. De acordo com os dados, a presença da empresa em categorias no país teria que passar dos atuais 14 para 24 num intervalo de cinco anos.

Essa soma de 14 segmentos em operação hoje é menor do que a existente em cinco países emergentes, como China e Rússia. Mas é maior do que o verificado na Índia, Egito e Indonésia.
Esse salto de 14 para 24 categorias no Brasil até 2015 equivale, portanto, a uma média de duas novas categorias de atuação por ano - em 2010, em menos de três meses, a P&G no país lançou três novas marcas e entrou na área de cosméticos com a marca Olay.

Ao se analisar a lista de produtos vendidos pela P&G no mundo, com faturamento bilionário, e aquela presente no país, é possível ter um ideia dos próximos passos da companhia por aqui - algo que o grupo mantém sob total sigilo.

A P&G tem em seu portfólio produtos com forte presença global, como os amaciantes Bounce, o papel higiênico Charmin e a marca de cosméticos CoverGirl. Ainda nessa cesta de marcas com alta aceitação lá fora, está o desodorizador de ar Febreze. O produto até já começou a ser vendido no Brasil em 2010, mas em algumas poucas redes varejistas, numa espécie de projeto piloto para testar a força da linha no mercado local.

Ainda há outro segmento, de produtos para cuidados masculinos, em que P&G teria alto potencial de crescimento no país. A marca Old Spice, com 80 itens como sabonete líquido e perfume para homens, não está à venda no país, mas há informações no mercado de que a P&G já estaria pensando em trazer a linha para cá em 2011. Além desse setor, a P&G teria interesse em entrar com a marca CoverGirl na área de cosméticos em até três anos. A P&G não confirma.
Em três desses quatro segmentos acima citados, a concorrência não é das maiores. Duas ou três multinacionais atuam na área de amaciantes e papel higiênico no Brasil. Mas são fabricantes de peso, como Unilever e Kimberly-Clark, que reagem a qualquer movimentação ampliando investimentos.

A P&G não dá detalhes sobre suas próximas apostas. Gabriela Onofre, diretora de assuntos corporativos da P&G Brasil, comenta que "a intenção é entrar, de forma cada vez mais consistente, com as grandes marcas da P&G nos principais mercados pelo mundo", diz. "A companhia possui marcas globais com enorme potencial e enxerga muitas oportunidades no mercado brasileiro nos próximos anos", completa. Na reunião dos analistas em Boca Raton, um animado Bob McDonald, o presidente mundial da P&G, passou sinais claros de confiança ao mercado sobre os planos do grupo. "Nós precisamos tocar mais e melhorar a vida das pessoas. Temos o programa de inovação mais forte de que me recordo em 30 anos de empresa".
Fonte: www.valoronline.com.br (publicada em 14/03/2011)

sexta-feira, 11 de março de 2011

Procter & Gamble pode criar 600 empregos diretos no estado

A Procter & Gamble do Brasil, empresa de limpeza, perfumaria, cosméticos e medicamentos, pretende expandir as atividades pelo País. Para tanto, vai investir pesado no Estado do Rio, onde já conta com duas fábricas.

Pelo menos, R$ 150 milhões serão aplicados na construção de uma nova unidade industrial, a ser instalada em Seropédica, na Região Metropolitana do Rio. A ampliação da capacidade de outras duas unidades, localizadas nos municípios de Itatiaia e de Queimados, também está nos planos da multinacional. Ao todo, serão gerados 600 empregos diretos no estado.

A Procter & Gamble do Brasil ainda não tem detalhes de quando a fábrica da empresa em Seropédica estará pronta. A companhia ainda estuda qual será o perfil dos funcionários que vão compor a nova unidade para, então, divulgar a abertura de novo processo seletivo.

De acordo com a avaliação do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico,Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, a P&G decidiu investir no Rio não apenas pelos incentivos tributários e fiscais concedidos — como o ICMS, que ficará entre 5% e 6% — mas também pelo mercado interno e pela logística disponível no Estado do Rio.Com a nova fábrica em Seropédica, a estimativa é de que o faturamento da empresa no estado passe de R$ 1 bilhão para R$ 1,5 bilhão.

Fonte: O dia online (publicada em 5/03/2011)

quinta-feira, 10 de março de 2011

JEQUITI QUER CRESCER 40%

A unidade de cosméticos do Grupo Silvio Santos fechou 2010 com faturamento de R$ 360 milhões, um crescimento de 88% sobre 2009. Para 2011, a expectativa é chegar aos 500 milhões de reais, 40% acima do volume de vendas do ano passado. Para isso, de acordo com Lásaro do Carmo Jr., CEO da Jequiti e VP do Grupo SS, haverá um incremento de 15% nos investimentos. "O Brasil hoje caminha para o segundo lugar do mundo em cosméticos, e já é o segundo lugar em perfumaria. Seria um contra-senso não apostar no segmento. Os recursos virão do próprio Grupo Silvio Santos e do mercado. Nossa área de inovação, pesquisa e desenvolvimento deverá receber mais de R$ 15 milhões em investimentos", afirma. (Fonte: Revista H&C - 09/03/2011 - Ano XII - Edição nº 542)