terça-feira, 23 de agosto de 2011

Novas cores impulsionam as vendas de esmaltes

A venda de esmaltes no país cresceu 90% nos últimos dois anos. Em 2010, o setor faturou R$ 500 milhões, segundo a Abihpec (associação da indústria de higiene, perfumaria e cosméticos).

O crescimento deve-se ao aumento de produtos, segundo João Carlos Basilio, presidente da Abihpec. A Niasi tinha 72 cores de esmalte em 2008. Hoje, sob comando da Hypermarcas, o número dobrou. A Colorama passou de 128 cores para 160. "A indústria ousou ao oferecer novas cores e foram surpreendidas por um boom", afirma Basilio.

No ano passado, as empresas precisaram importar para atender a demanda. Nos dois primeiros meses deste ano, o setor teve alta de 22% no volume vendido. (Fonte: Abras - 25/07/2011)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Para crescer no Brasil, Nivea vai reforçar distribuição e marketing

O Brasil é o mercado que mais cresce entre os 160 países onde a companhia atua. Os emergentes, que vêm recebendo especial atenção da matriz, já representam 19,75% das vendas anuais da Beiersdorf, grupo alemão que tem a marca Nivea como carro-chefe.

Segundo Nicholas Fischer, presidente da fabricante de cosméticos e produtos de higiene pessoal BDF Nivea no Brasil, o desafio agora é dobrar o faturamento até 2015. Para isso, a empresa pretende focar investimentos em segmentos nos quais é possível ser líder. Também vai centralizar a produção na fábrica de Itatiba (SP) e importar parte do mix das coligadas do México e do Chile. Outra iniciativa será dar um toque local a certos produtos e reforçar a distribuição por meio de acordos especiais com atacadistas.

A empresa passou a oferecer margens melhores a esse canal, além de material de merchandising e treinamento. Isso foi feito em 17 Estados, que respondem por 85% do consumo nacional. "Esses distribuidores, que eram 1% de nossas vendas, agora são 15%", comenta Fischer.

Foco no que vende mais

Segundo o executivo, em um País tão grande quanto o Brasil, não adianta chutar a bola para todo lado. “Precisamos focar nas categorias que têm potencial de crescimento", diz . Uma delas é a de protetores solares: só 40% dos consumidores compram o produto regularmente. Esse mercado, hoje, movimenta mais de R$ 750 milhões ao ano.

Fórmulas nacionais

Outra estratégia é continuar apostando na "nacionalização" de fórmulas. Antes de 2005, todos os produtos e formulações eram definidos na Alemanha. Mas naquele ano, com a decisão de focar mais em mercados emergentes, a companhia percebeu que era preciso atender melhor o consumidor local. Foi aí que a companhia começou a criar mais produtos com a cara do brasileiro.

Visitas a casas de consumidores são frequentes. Em uma delas, Fischer, sem se identificar, conta que ouviu uma consumidora dizer que gosta de cremes com alta absorção e pouca fragrância para ser usado nos dias de semana, quando ela aplica um perfume e vai trabalhar. Nos fins de semana, a preferência é outra: cremes que hidratam e perfumam mais, mesmo que a absorção não seja rápida. "No fim de semana ela gosta de tomar um banho sem pressa e usar os produtos. É um momento de indulgência", diz. A empresa, segundo ele, tem que atuar nessas duas pontas. "Quem fica no meio, perde mercado", avalia.

Fonte: www.valoreconomico.com.br (18/08/2011)