quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Idosos impulsionam o mercado de cosméticos e beleza

A servidora pública Maria Ortência Ribeiro Braga, 67 anos, não abre mão de uma maquiagem benfeita. Não importa o dia, se vai trabalhar ou ficar em casa, ela nem mesmo chega à mesa de café da manhã sem fazer uma superprodução. Assim que acorda, divide o tempo entre os cuidados com o cabelo, o rosto e o corpo. E faz questão de tudo: cremes, base, corretivo, pó, sombra, iluminador, muito blush e batom. Por mês, gasta pelo menos R$ 1 mil com esses produtos e com os tratamentos faciais e capilares. Com a vaidade herdada da avó ainda na adolescência, Maria Ortência contribui para impulsionar um setor que, além de estar entre os mais promissores no Brasil, passa por uma verdadeira transformação para atender a terceira idade, como mostra o segundo dia da série de reportagens do Correio sobre esse público.

Cada vez mais representativos em um país que entrou na rota da prosperidade, os idosos compram itens de beleza com vigor. Não à toa, a estimativa da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) é de que o consumo desses itens quase dobre até 2015, passando dos R$ 27,3 bilhões de 2010 para R$ 50 bilhões. O investimento anual das empresas deverá aumentar numa proporção ainda maior em igual período: de R$ 9,3 bilhões para R$ 20 bilhões. A revolução é tamanha que o Brasil está prestes a superar o Japão e se tornar o segundo no ranking mundial de perfumaria e cosméticos, atrás apenas dos Estados Unidos.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Mercado de produtos de limpeza cresce 7% em 2011

A Abipla estima que as vendas de produtos de limpeza no varejo tenham fechado 2011 com crescimento de 6,7% sobre o ano anterior. Se os dados finais, previstos para maio, confirmarem a projeção da Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins, a receita do segmento deve somar R$ 14,4 bilhões no ano. Apesar de bem menor do que o aumento de 2010, de 11%, o avanço superior ao crescimento do PIB, em um ano de desaceleração econômica, é considerado positivo pela associação.

Já dados do Data Popular revelam uma elevação de 6% em 2011, segundo três estudos feitos ao longo do ano com base em pesquisas do IBGE. O crescimento foi puxado pela classe C, com alta de 13,6% no consumo de itens de limpeza. No grupo de maior renda houve uma queda de 2,5%. Para Renato Meirelles, sócio-diretor do Data Popular, em um momento de inflação, os consumidores das classes A e B optaram por marcas mais baratas, porque, em geral, não são eles que usam os produtos e sim as empregadas domésticas. Em contrapartida, a nova classe média, hesita em abrir mão de benefícios conquistados, como o de praticidade.

Os produtos concentrados, como sabão líquido para lavar roupas da marca Omo, e os compactados, como papel higiênico Neve, são recentes nas gôndolas do varejo brasileiro.

Além das empresas nacionais, como Química Amparo e Flora, que reforçaram seus portfólios em 2011 com aquisições das marcas Assim e Assolan, para ganhar competitividade no mercado de limpeza, as multinacionais constatam mudanças importantes no comportamento de boa parte do mercado consumidor brasileiro. A tendência é de aumentar e sofisticar a cesta de compras, enquanto outros países mostram estabilidade ou até retração. Algumas empresas, como as americanas Procter & Gamble e Kimberly-Clark e a europeia Unilever, reforçam o foco no Brasil, onde têm grande potencial de crescimento.


Fonte: Valor Econômico

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Produtos de higiene e beleza terminam o ano com alta de 7,3%

O volume de vendas da indústria de higiene e beleza para o varejo fechou este ano em 7,3%, conforme dados da Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos). Já em valor, a alta foi de 9,3%.

Para 2012, a expectativa é positiva. Segundo João Carlos Basílio, o governo deverá evitar o impacto das crises externas incentivando o consumo dentro do País. Porém, independentemente do contexto global econômico, Roberto Leuzinger, sócio da consultoria Booz & Company, acredita que as vendas de itens de higiene e beleza não deverão sofrer. "Pelas análises de crises passadas, particularmente a de 2008, há uma certa resiliência nessas categorias, seja porque o consumidor percebe como necessárias, seja porque elas servem de indulgência em um momento em que ele não consegue fazer despesas grandes", afirma.

Christiane Pereira, diretora comercial da Kantar Worldpanel, concorda. "O consumidor está disposto a pagar mais pelos produtos que deixam muito claro o benefício, na embalagem e na comunicação", diz. Como exemplo, ela cita as pastas de dentes branqueadoras ou as que protegem as gengivas.

O crescimento do segmento de colônias também deixa claro a disposição do público de não abrir mão dos produtos mais sofisticados. Presente em 54% dos lares brasileiros de janeiro a outubro de 2010, elas chegaram a quase 60% no mesmo período de 2011, o que representa 2,5 milhões de lares que passaram a comprar a categoria. "A perspectiva é continuar com taxas altas de crescimento, puxadas principalmente pelo Norte e o Nordeste", conclui a executiva.