segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Produtos de higiene e beleza terminam o ano com alta de 7,3%

O volume de vendas da indústria de higiene e beleza para o varejo fechou este ano em 7,3%, conforme dados da Abihpec (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos). Já em valor, a alta foi de 9,3%.

Para 2012, a expectativa é positiva. Segundo João Carlos Basílio, o governo deverá evitar o impacto das crises externas incentivando o consumo dentro do País. Porém, independentemente do contexto global econômico, Roberto Leuzinger, sócio da consultoria Booz & Company, acredita que as vendas de itens de higiene e beleza não deverão sofrer. "Pelas análises de crises passadas, particularmente a de 2008, há uma certa resiliência nessas categorias, seja porque o consumidor percebe como necessárias, seja porque elas servem de indulgência em um momento em que ele não consegue fazer despesas grandes", afirma.

Christiane Pereira, diretora comercial da Kantar Worldpanel, concorda. "O consumidor está disposto a pagar mais pelos produtos que deixam muito claro o benefício, na embalagem e na comunicação", diz. Como exemplo, ela cita as pastas de dentes branqueadoras ou as que protegem as gengivas.

O crescimento do segmento de colônias também deixa claro a disposição do público de não abrir mão dos produtos mais sofisticados. Presente em 54% dos lares brasileiros de janeiro a outubro de 2010, elas chegaram a quase 60% no mesmo período de 2011, o que representa 2,5 milhões de lares que passaram a comprar a categoria. "A perspectiva é continuar com taxas altas de crescimento, puxadas principalmente pelo Norte e o Nordeste", conclui a executiva.


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